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Historia de Évora
Cláustros da  Sé de Évora (seculo XIII-XIV - Foto: Pufacz (Licença-cc-by-sa-2.0)
Cláustros da Sé de Évora (seculo XIII-XIV - Foto: Pufacz (Licença-cc-by-sa-2.0)

A região circundante de Évora tem uma rica história que recua muitos milénios antes de Cristo (a.C.), tendo sido o principal núcleo do megalitismo do interior português durante o Neolítico. Um dos mais notáveis monumentos deste tipo próximos à cidade é a Anta do Zambujeiro, antigo monumento funerário erigido há mais de 5000 anos que é um dos maiores da Europa. Outro vestígio monumental é o Cromeleque dos Almendres, um conjunto de cerca de 95 menires erigidos em duas fases; a primeira fase no final do sexto e a segunda fase no terceiro milénio a.C., sendo o maior de seu tipo na Península Ibérica e um dos maiores da Europa. Alguns povoados neolíticos desenvolveram-se sobre os montes graníticos da região, o mais próximo a Évora sendo o que se localiza no Alto de São Bento, relacionado com os construtores de cromeleques e esteve ocupado desde finais do VI a meados do III milénio a.C. Outro povoado deste tipo é o chamado Castelo de Giraldo, habitado continuamente desde o terceiro milênio até o primeiro milênio a.C. e de esporádica ocupação na época medieval

Segundo uma lenda popularizada pelo humanista e escritor eborense André de Resende (1500-1573), Évora teria sido sede das tropas do general romano Sertório, que junto com os lusitanos teria enfrentado o poder de Roma. O que é sabido com certeza é que Évora foi elevada à categoria de município sob o nome de Ebora Liberalitas Julia, título honorífico concedido por Júlio César.Após um longo tempo de guerra no Império, a Pax Romana estabelecida por Augusto (r. 27 a.C.-14 d.C.) permitiu uma grande reforma administrativa, na qual Évora foi integrada à Província da Lusitânia.

A cidade foi beneficiada com uma série de transformações urbanísticas, das quais o Templo romano de Évora - dedicado provavelmente ao culto imperial - é o vestígio mais importante que sobreviveu aos nossos dias. O templo coríntio localizava-se no antigo forum, a principal praça pública da Évora romana. Escavaçoes arqueológicas no local mostraram que o templo era parcialmente circundado por um espelho-d'água e que todo o forum era limitado por uma galeria porticada monumental. A preservação do templo deve-se ao facto de ter sido convertido, na época medieval, em açougue. Outro vestígio importante da época são as ruínas de banhos públicos, localizados no edifício da Câmara Municipal de Évora. Além disso, até 1570 existiu na actual Praça do Giraldo um arco triunfal romano adornado com estátuas, infelizmente já destruído.

A tomada de Évora aos mouros deu-se em 1165 pela acção do cavaleiro Geraldo Sem Pavor, responsável pela reconquista cristã de várias localidades alentejanas. Inaugurou-se assim uma nova etapa de crescimento da urbe, que chegou ao século XVI como a segunda cidade em importância do reino. D. Afonso Henriques concedeu-lhe seu primeiro foral (carta de direitos feudais) em 1166.. Por volta de 1176, Afonso Henriques estabeleceu na cidade uma ordem militar chamada Ordem dos Freires de Évora sob o comando de Gonçalo Viegas de Lanhoso.[12] Essa ordem, antecessora da Ordem de Avis, teve uma importante função na defesa da cidade fronteiriça e instalou-se no 'alcácer velho' muçulmano, provavelmente na zona onde mais tarde foi erguido o Palácio dos Condes de Basto. Em 1211, D. Afonso II transfere a sede da ordem à vila de Avis.

No século XIX, Évora passou por muitas transformações urbanísticas, algumas de discutível qualidade. Na Praça do Giraldo, a cadeia e os antigos paços do concelho manuelinos foram demolidos e em seu lugar foi levantado o edifício do Banco de Portugal, enquanto que a sede do concelho foi transferida ao Palácio dos Condes de Sortelha, na Praça do Sertório. O Convento de S. Francisco também foi demolido (a igreja gótica foi poupada) e em seu lugar foi construído um novo quarteirão habitacional e um mercado. No lugar do Convento de S. Domingos foi erguido o Teatro Garcia de Resende (c. 1892).[19] As muralhas medievais foram em grande parte preservadas, mas das antigas entradas apenas a Porta de Avis foi mantida. No século XX foi construído um anel viário ao redor do perímetro da muralha, o que ajudou na sua preservação. Évora é testemunho de diversos estilos e correntes estéticas, sendo ao longo do tempo dotada de obras de arte a ponto de ser classificada pela UNESCO, em 1986, como Património Comum da Humanidade.

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